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EQUILIBRAR O ESTRESSE É VIVER COM QUALIDADE

EQUILIBRAR O ESTRESSE É VIVER COM QUALIDADE

A ligação entre o profissional e empresa é cada vez mais estreita. As exigências são cada vez maiores e quando sentimentos como incerteza e necessidade de mudança predominam dentro e fora da empresa, não é simples manter controlados medos e preocupações. Isso multiplica a insegurança nas pessoas e o impacto na vida às vezes é violento em todos os aspectos, mas especialmente na relação do indivíduo com o próprio trabalho e com o futuro profissional, carreira, dinheiro e com a falta de tempo para si mesmo e a família.

Esse mix de sensações provoca desequilíbrios emotivos e físicos, na qual o pensamento prevalecente é de que não conseguimos ter domínio do contexto e dos fatos. Nos dias de hoje muito dessa sensação, mais conhecida como estresse “negativo”, é causada pelo sentimento de frustração que a vida moderna nos “obriga” a vivenciar. Normalmente ele provém de algumas situações específicas como reação às dificuldades, pressões e desafios que os dias de hoje nos impõem como seres humanos e como profissionais.

O contexto profissional, especialmente, é um verdadeiro centro de produção de estresse, por inúmeros motivos, como pressões, competição, prazos, instabilidade, entre outros. Nessa contínua condição de estresse, o nosso organismo apresenta específicas reações químicas e físicas, como a sensação de “estou em perigo” e, muitas vezes, a pessoa reage em modo desproporcional e exagerado até mesmo a estímulos e pressões de pouca relevância. Por isso, a maioria das pessoas vive em constante fase de resistências prolongada ao estresse, mesmo sem fatos e acontecimentos de estresse agudo.

A presença de estresse contínuo é o fator contribuinte para cada vez mais nos depararmos com profissionais reclamando que estão “pilhados” ao fim do expediente, com agitação mental e falta de energia vital.

Temos estresse quando o nosso corpo sai do normal equilíbrio homeostático, isto é, quando qualquer estímulo passa a perturbar o normal equilíbrio químico do corpo. Esse desequilíbrio tem como resposta o estresse e, a reação natural nesse momento, é tentar constantemente se recuperar, mas às vezes não é possível.

Viver com estresse é viver em um estado de sobrevivência, de preocupação constante, de ameaça e de conflitos não resolvidos. A pessoa passa a viver em estado de constante antecipação na expectativa que algo potencialmente perigoso possa acontecer. Precisamos estar ainda mais atentos, pois, nós, seres humanos, podemos desencadear reações de estresse com um simples pensamento. Se olhamos ao futuro para antecipar – com nossa imaginação – situações de estresse, certamente experimentamos as reações do estresse antes mesmo do evento em si acontecer (e se acontecer).

Se pensarmos em uma situação estressante do passado ou visualizar de forma preocupada uma situação do futuro, a resposta fisiológica do nosso corpo acontece como se a circunstância fosse real.

O ser humano é muito poderoso nesse sentido. Focando a atenção em um pensamento sobre um evento possivelmente estressante, nós reagimos como se efetivamente estivesse acontecendo. Mas isso é bom ou ruim? Isso é uma vantagem evolutiva especial no ser humano que permite aprender com o passado e imaginar o futuro, o que poderia acontecer, as consequências e os resultados. Entretanto, aquilo que diminui essa vantagem é que muitas vezes são utilizados filtros negativos, de medo, ansiedade e de preocupação, o que incita a imaginação de um fim trágico.

Conforme os estudos da neurociência nos confirmam, podemos mudar nosso cérebro simplesmente pensando, o “x” da questão  é saber orientar melhor essa capacidade de pensar, de imaginar, de criar uma realidade. Nossos pensamentos têm um peso e se tornam literalmente matéria no nosso corpo. Podemos então melhorar o estresse também exercitando a nossa mente e focando a atenção nos pensamentos e nas imagens mentais que queremos?

Com certeza sim, o nosso cérebro pode mudar antes mesmo que as experiências externas e concretas aconteçam, isso se nós nos anteciparmos positivamente por meio do exercício mental direcionado, para poder ter ações comprometidas com a solução dos conflitos e atingir os resultados desejados. Graças à nossa mente podemos perceber o espaço ao nosso redor de formas diferentes e escolher as respostas mais adequadas aos estímulos ambientais.

Para equilibrar o estresse e viver com qualidade, são necessários ajustes contínuos de direção e uma maior responsabilidade em relação à consciência de si mesmo daquilo que queremos e daquilo que acontece ao nosso redor. Esse comprometimento individual possibilita aumentar a resistência ao estresse, à clareza mental, à capacidade de tomar decisões e a diminuir a ansiedade e, consequentemente, melhorar o desempenho profissional.

Eduardo Shinyashiki

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