AUTOESTIMA: VALORIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL 1


Segundo Maxwell Maltz, “Ter baixa autoestima é como dirigir pela vida com o freio de mão puxado”. No decorrer da vida encontramos muitas pessoas talentosas, profissionais excelentes, mas que se desvalorizam o tempo todo. Pessoas que não conseguem perceber o próprio valor, que são muito críticas consigo mesmas, que se diminuem em relação aos outros e não conseguem defender suas opiniões, que se sentem impotentes, sem capacidades e possibilidades e que acabam influenciando negativamente os resultados da própria vida, por conta da falta de confiança em si mesmo.
A autoestima nada mais é que a confiança em si mesmo e nas próprias capacidades, a certeza do próprio valor, de ser merecedor de respeito e consideração. Ela é construída ao longo dos anos, desde a infância, em um estágio inicial de desenvolvimento. A confiança em si mesmo é marcada já nas primeiras experiências de vida, pelo amor dos pais, pelo carinho da família, pela consideração das pessoas ao redor e também pelos feedbacks recebidos. A autoestima tem uma raiz dentro de cada um, desde muito pequeno, a partir dos relacionamentos com as pessoas importantes do contexto famíliar, mas ela também pode ser influenciada durante todo o curso da vida, pelas experiências posteriores, encontros, resultados – positivos ou negativos –, comportamentos e experiências.
Um elemento muito importante na imagem que o indivíduo faz de si mesmo é também como os outros o percebe. Sentir-se apreciado, respeitado, admirado e considerado pelas outras pessoas, colegas e amigos, alimenta também a autoestima, fortalece o sentimento da individualidade, a autoconfiança, a certeza de alcançar sucesso na vida e de merecer ser feliz e próspero.
Quando a confiança construída na infância é suficientemente forte, ela permite, mais facilmente, fazer amigos, estabelecer relações afetivas equilibradas, fazer valer os próprios direitos, o respeito no trabalho e ter confiança nos objetivos e projetos. Caso esse pilar tenha sido fortalecido quando criança, as falhas ou os fracassos da vida adulta não terão um impacto tão grave para pessoa ou, pelo contrário, poderão até despertar o desejo de melhorar, a capacidade de superação e fazer buscar os recursos internos para lidar com as dificuldades.

Já quando a autoestima é frágil, as eventuais críticas recebidas, os julgamentos negativos, as comparações e rejeições, podem levar ao sentimento de medo do fracasso, inadequação, pode gerar dúvidas, insegurança, medo, ansiedade social e profissional e dificuldades de relacionamento.
Nota-se então, que algumas pessoas receberam confiança e valorização desde a infância, já outras não. Essas, pelo contrário, foram desvalorizadas e desmerecidas. A grande questão é que, como adulto, não importa mais como tenha sido a infância, mas importa o grau de consciência e responsabilidade para desenvolver uma nova autoestima, mais saudável e forte. Mas como fazer isso?
A primeira coisa é reconhecer que todo ser humano tem uma dignidade inviolável, e que o valor não depende de quanto se pode produzir ou de quanto se pode comprar. Isso não é algo calculável. É necessário considerar a autoestima como o reconhecimento da própria individualidade, o sentimento da própria unicidade como pessoa. Isto é, aceitar o próprio valor pessoal, mesmo com todas as fraquezas e limitações, reconciliar consigo mesmo e com a própria história.
Com o sentimento de autoaceitação, com o “terreno firme”, é mais fácil percorrer outros caminhos para fortalecer a autoestima, como o desenvolvimento da capacidade de percepção de si mesmo de forma realista, distinguindo os pontos de força e os pontos fracos, reconhecendo o que é positivo e aperfeiçoando o que não é. Assim também é possível fortalecer o poder pessoal de cada um.

No momento em que a pessoa se valoriza, reconhecendo o seu próprio valor, outras pessoas passam a valorizá-la e admirá-la. Os líderes nas empresas e organizações sabem bem disso: a valorização das pessoas é um fator essencial, indispensável no ambiente de trabalho e nos relacionamentos interpessoais e de equipe. O reconhecimento do valor do outro é capaz de transformar o clima empresarial, pois em um espaço em que as pessoas se sentem valorizadas reinará sempre o prazer em trabalhar, produzir, pertencer, ter resultados e sucesso.

A autoestima tem seu fundamento na identificação de quem eu sou, das próprias capacidades, habilidades e competências. Ela oferece motivação e serenidade para que as pessoas possam superar os sentimentos de inadequação e as impulsiona em direção aos objetivos, alimenta os maiores sonhos e dá forças para agir.

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Eduardo Shinyashiki
Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos, colabora periodicamente com artigos para revistas e jornais. Autor dos livros: Viva como Você Quer Viver, A Vida é Um Milagre e Transforme seus Sonhos em Vida - Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.

sobre Eduardo Shinyashiki

Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos, colabora periodicamente com artigos para revistas e jornais. Autor dos livros: Viva como Você Quer Viver, A Vida é Um Milagre e Transforme seus Sonhos em Vida - Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.


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One thought on “AUTOESTIMA: VALORIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL

  • Adieverson

    Todos os dias somos confrontados com centenas de escolhas que nos fazem sentir confiante, forte e digno, Ou nos roubam as coisas que mais desejamos. Os medos paralisantes, a autoconfiança reprimida e a coragem inexplorada são os obstáculos que nos impedem de fazer escolhas poderosas – escolhas que estão em harmonia com nossos melhores interesses e desejos mais profundos. Para muitos de nós, a indignidade permeia a maioria de nossas decisões em lidar com nossas finanças, nossas famílias, nossos corpos, nosso peso ou nossa auto-imagem.